carolnicolai em 25/01/2009. Categorias: Outros
Acabou, gente! A Campus Party acabou!
Os que não se interessam tanto por internet, blogs e redes sociais estão dizendo “graças a Deus”. Além da cobertura intensa da mídia, a Campus Party foi responsável por mais de 43.700 twitts. Muitas pessoas cansaram de se queixar, via twitter, da avalanche Campus Party. Não tinha como não ficar informado sobre tudo que estava acontecendo.
Confusões de organização, filas de credenciamento, problema sério com barulho. Acho que apesar de muitas complicações, o saldo que fica é positivo. O conteúdo desta segunda edição foi muito bom, assim como os palestrantes trazidos.
Muitos, assim como eu, se queixaram da mesmice dos assuntos, argumentando que eles não avançaram e não saíram do senso comum. Mas, como disse uma das palestrantes, os tópicos abordados na Campus Party são tão interessantes que poderiam ser discutidos por horas. Realmente, não seria durante o período do debate que eles seriam totalmente esclarecidos.
O encerramento oficial foi realizado ontem. Para hoje não foram programados eventos; o dia será destinado à organização e saída dos campuseiros.
O Campus blog ontem abrigou debates sobre blogs femininos e quadrinhos na web, além dos painéis sobre ética na internet e tendências em aplicações sociais. Este último, realizado por Manoel Lemos (Webco), foi bem interessante. Segundo ele, a localização do usuário e a regionalização de conteúdo serão pontos altos neste e nos próximos anos. Além disso, a tendência é de que seja criado um ranking social, que avalie os blogs pelo poder de influência que possuem, ou seja, quantas pessoas conseguem influenciar, e por seu conteúdo.
Ontem aconteceu também a premiação do Best Blogs Brazil. Nossos amigos Babi Franzin e Anderson Costa, do Velocidade, ganharam na categoria Automóveis. Escolha do júri. Parabéns!
Acesse aqui o Flickr oficial do evento. Quer ver vídeos da Campus Party? Como dissemos aqui, a IPTVCultura reúne vídeos e entrevistas da Campus Party 2009. Vale a pena.
Ps.: este post também pode ser lido na Rede Beans.
1 comentário
carolnicolai em 22/01/2009. Categorias: Outros
Blogs, dinheiro e liberdade de expressão
Quem é que nunca teve vontade ter um blog, ou então, sempre quis entender como algumas pessoas andam ganhando dinheiro com plataformas da rede social?
De acordo com os palestrantes de “Monetização e programa de afiliados”, debate realizado hoje no Campus Blog, da Campus Party, o blogueiro que queira fazer algum dinheiro com o seu blog deve ter muito cuidado e planejar bem. Isso porque a publicidade tem que estar contextualizada dentro do conteúdo oferecido. Encher o site de anúncios desconexos com sua linha editorial só causará ruído e afastará os leitores.
Assim como há pessoas que querem criar um blog para ganhar dinheiro, também existem aquelas que querem criar um ambiente online em que possam debater e opinar sobre temas de seu interesse. Mas, será que somos totalmente livres para escrever o que pensamos na web?
O debate “O direito conhece a internet?“esclareceu que, a ausência de uma regulamentação sobre a internet, faz com que tudo valha neste campo. O que é muito arriscado. Ou seja, por não haver uma regra pré-estabelecida, um juiz pode autorizar a quebra do sigilo da pessoa do outro lado da tela, enquanto outro pode negar. Podem pedir para uma lan house ou um portal pagar pelo usuário que cometeu algum “delito” na web, quando esse não for identificado. Assim como podem punir uma blogueira por falar mal de um médico que a atendeu (caso real, citado durante o encontro).
De acordo com os debatedores, apenas uma mobilização, parecida com aquela contrária ao projeto do deputado Azeredo, é capaz de mudar esse quadro. A população deve pedir/exigir uma legislação para estabelecer limites para a internet.
Enquanto as regras para a web permanecem na obscuridade, o potencial que ela proporciona para uma marca está mais do que evidente para os profissionais de RP.
Os participantes da “RP 2.0″ falaram sobre a necessidade de educar o mercado para iniciativas que atraiam e criem um diálogo com o público consumidor. Segundo eles, as plataformas oferecidas pelas redes sociais são imprescindíveis para a construção e manutenção da reputação da empresa na internet, funcionando como ferramentas complementares à tradicional assessoria de imprensa. A internet deve ser interpretada, ainda, como um investimento e não um custo. Com a mesma mentalidade que as corporações investem em responsabilidade social, elas deveria investir em engajamento e relacionamento.
Ps.: Este post também pode ser lido na Rede Beans.
2 comentários
marcelogcoelho em 21/01/2009. Categorias: Outros
Campus Party: IPTVCultura
Como a @carolnicolai já fez o resumo do dia na #cparty, vou me ater ao que achei de mais interessante do evento até agora. A TV Cultura, juntamente com o outros apoiadores, criou o IPTVCultura, que nada mais é do que a cobertura do Campus Party através de diferentes plataformas.
Através de convidados e voluntários, o IPTVCultura produz e disponibiliza conteúdo durante todo o dia em um site. Desde programas ao vivo até pílulas. Perdeu uma palestra, vai lá e veja a entrevista com o palestrante.
O que eu achei mais legal e significativo é a proximidade do site com o campuseiro. Estive lá no evento e formei meu ponto de vista. Depois de pouco tempo, através do IPTVCultura, pude ver pontos de vistas diferentes sobre o mesmo tema. É como o replay de um gol, só que pela a visão de outra câmera.
Além disso, a IPTVCultura também possui conteúdos relacionados aos bastidores do evento, temas divertidos, curiosos.
Enfim, sendo simplista, é um Amaury Jr. com conteúdo tecnológico e transmitido pela internet através de blog, microblogging, fotos e vídeos.
1 comentário
carolnicolai em 20/01/2009. Categorias: Outros
Campus Party: debates interessantes, organização nem tanto
Não gosto de ficar reclamando muito não. Mas tenho que confessar aqui que a organização da Campus Party me decepcionou um pouco, para não dizer muito. A demora para o cadastramento é grande, o calor lá dentro insuportável. Mas, o pior de tudo, é o barulho.
Como disse, o evento está dividido em 12 áreas temáticas. Elas foram montadas pela organização muito próximas uma das outras. Conclusão: quando há palestras simultâneas, o barulho é tão grande, que nem mesmo os palestrantes conseguem escutar o que eles próprios estão dizendo.
Mas, chatices e problemas de organização à parte, a programação da Campus Party está bem bacana.
Hoje participei dos encontros organizados no campusblog. Aliás, foram três: “A influência das mídias sociais nas publicações”, “Podcast”, além de um bate-papo com Ricardo Noblat. Muito bom!
Todos concordaram que as redes sociais contribuíram para a construção de um novo modelo de fornecimento de informações ao leitor. Segundo os palestrantes, os jornalistas tiveram que admitir que não são os únicos a desempenharem o papel de difusores da notícia e passaram a mudar sua concepção, utilizando as ferramentas de mídias digitais como aliadas na conquista de leitores.
Contudo, Noblat ressaltou que é necessário que o mesmo rigor jornalístico dos veículos impressos seja utilizado nos online, para evitar erros e quebra da confiabilidade.
Outro ponto importante discutido no segundo dia de Campus Party foi o potencial que o podcast possui. A ferramenta, conhecida com a “rádio pela internet” – segundo a Maria Fernanda (Estúdio Mellancia), permite a criação de iniciativas engajadoras, tanto do ponto de vista corporativo como do entretenimento. Diferentemente das rádios, os podcasts não trabalham com a divulgação de assuntos factuais. Não é uma transmissão ao vivo, apesar de poder acontecer. Trata-se de algo baseado em um planejamento criativo, que dará uma abordagem diferenciada à pauta. Pode ser uma ferramenta interessante para o mercado cultural.
Muitos foram os assuntos abortados e ficaria difícil retratá-los todos por aqui. Mas, você pode acompanhar tudo que está acontecendo, em tempo real, pelo Livestream. Todos que usarem a tag #cparty serão direcionados a esse espaço, que é exibido nos telões do Centro de Exposições Imigrantes.
Sem comentários
carolnicolai em 19/01/2009. Categorias: Outros
Buzz Cultural na Campus Party
O Campus Party, considerado o maior evento de inovação tecnológica e entretenimento eletrônico em rede do mundo, começa hoje, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Essa segunda edição traz algumas novidades (e que novidades!): terá o dobro do tamanho da realizada anteriormente, tanto em público como em área.
Mas o grande destaque, sem dúvida, é a velocidade de conexão que passou de 5 Gb, para 10 Gb. De acordo com a assessoria de imprensa do evento, com essa velocidade, seria possível baixar o conteúdo dos 9 milhões de livros da Biblioteca Nacional em menos de 2 minutos. Ual!
A Campus Party está dividida em 12 áreas temáticas: CampusBlog, Vídeo, Design, Fotografia, Música, Astronomia, Desenvolvimento, Games, Modding, Robótica, Simulação e Software Livre. Cada uma oferecerá aos participantes uma grade de programação variada, incluindo desde debates e oficinas até podcasts.
A abertura oficial do evento está prevista para às 19h.
A Buzz Cultural não poderia deixar de estar presente, observando as novidades que podem ajudar a divulgar a cultura. Acompanhem a partir de amanhã, por aqui, um resumo dos principais acontecimentos do dia na Campus Party.
O evento acontece até domingo, dia 25.
Sem comentários
|








